Olha só, diante de nós temos dois representantes do gênero terror, mas com abordagens bem distintas. De um lado, 'Until Dawn: Noite de Terror' soa como um festival de sustos e decisões apressadas, à moda de um slasher moderno, onde o ritmo é frenético e a montagem, provavelmente, cortada a machadadas para nos manter na ponta da cadeira. Imagino uma fotografia escura, mas com visuais nítidos para realçar cada gota de sangue e cada expressão de pavor dos jovens protagonistas. Já 'A Marca do Mal'... bem, o título já evoca algo mais insidioso, uma ameaça que se arrasta, que se instala na pele e na mente. Penso em um filme que busca o terror psicológico, talvez com uma linguagem visual mais contemplativa, planos mais longos para construir uma atmosfera sufocante e um roteiro que se desenrola como uma maldição antiga. O primeiro parece apostar na adrenalina explícita, enquanto o segundo busca o arrepio que vem de dentro, mas corre o risco de cair na mesmice do "mal invisível" se não for bem executado.
Então, para qual desses arroubos de pavor você está com a cabeça hoje? Se a ideia é reunir a turma, estourar a pipoca e gritar junto a cada aparição inesperada, liberar a tensão do dia a dia com uma boa dose de catarse coletiva, 'Until Dawn: Noite de Terror' é o seu passaporte para uma noite de diversão assustadora. É o filme para quando você não quer pensar demais, apenas sentir o impacto dos sustos e torcer para os personagens — ou xingá-los, claro, pelas suas escolhas óbvias. Mas, se o seu momento é mais introspectivo, se o dia chuvoso lá fora pede uma experiência de gelar a espinha a sós, com uma manta e a sensação de que algo te observa do canto do olho, 'A Marca do Mal' *poderia* ser a pedida. É para o espírito que busca uma apreensão mais silenciosa, uma perturbação que se insinua, que permanece após os créditos, desde que o filme consiga entregar essa promessa e não apenas balbuciar clichês.












