Gente Grande, com sua reunião de velhos amigos de infância, aposta numa nostalgia açucarada e num humor mais familiar, ainda que com pitadas de Adam Sandler de raiz. A direção de Dennis Dugan é despretensiosa, focando na dinâmica entre o elenco já entrosado – uma verdadeira reunião de veteranos da comédia que sabem improvisar e explorar seus tiques. O roteiro, previsível em sua estrutura de "férias da família que dá errado", é compensado pela química palpável. Já Este é o Meu Garoto, sob a batuta de Sean Anders, joga a sutileza pela janela e abraça o humor escatológico e a indecência com uma ferocidade quase chocante. É uma comédia de choque, onde o Adam Sandler aqui não é o cara adorável que faz piadas bobas, mas sim um pai irresponsável e ultrajante, cuja linguagem visual e gags são projetadas para fazer o espectador se contorcer entre risos nervosos e vergonha alheia.
Se você está buscando uma noite leve, onde a maior preocupação é se a pipoca vai acabar antes da piada do peido, Gente Grande é o seu porto seguro. É o filme perfeito para assistir num domingo à tarde, com a família (talvez não os muito pequenos, mas quem liga?), quando o cérebro pede um descanso e o coração anseia por uma boa risada com um fundo de amizade e camaradagem. É para aquele momento em que a vida está um pouco estressante e você só quer se reconectar com uma simplicidade cômica que evoca memórias de verões passados. Este é o Meu Garoto, por outro lado, é para a sua noite de "quero chutar o balde". É para quando você está revoltado com o mundo ou apenas com vontade de rir das maiores baixarias e da mais pura falta de noção, sem nenhum tipo de julgamento moral. É um filme para aliviar a tensão de um dia péssimo, mergulhando no absurdo e na transgressão sem medo de ser feliz ou de sentir uma pontinha de culpa por achar graça em coisas tão... questionáveis.
Como um crítico que aprecia a arte da risada, mas que também sabe a diferença entre um bom vinho e um refrigerante que já perdeu o gás, eu gastaria meu tempo assistindo hoje a Gente Grande. Sim, ele pode ser um pouco genérico e a fórmula Sandler já é conhecida, mas a sinceridade da comédia de amigos, as risadas genuínas que ele arranca e o calor da nostalgia o tornam infinitamente mais palatável e divertido do que a forçação de barra de Este é o Meu Garoto. Ele te convida para a festa, enquanto o outro te joga na piscina sem avisar. E convenhamos, uma nota 6.395 contra 5.8 não é à toa; a diversão de Gente Grande, ainda que simples, é inegável e cativante.















